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“Mensagem encaminhada no canal Fale com o Reitor. Olá Reitor, No início de 2014, quando você esteve no campus da EACH para fazer uma vistoria, juntamente com a dita “comissão dos notáveis”, pedimos explicações a respeito do nosso campus, do nosso semestre, enfim, das nossas vidas acadêmicas. Pedimos um PLANO B enquanto o campus era descontaminado. É triste olhar pra trás e perceber o que tudo isso virou. A REITORIA e a administração da USP não ofereceram absolutamente nada à comunidade da EACH, apenas nos jogaram em um prédio da Unicid, que claramente não comporta as atividades de uma Universidade pública. A reitoria nos submeteu a situações extremamente humilhantes, das quais destaco: – fomos obrigados a ter aulas sem infraestrutura adequada, – ficamos por semanas sem acesso a restaurante universitário ou qualquer tipo de apoio a permanência estudantil; – fomos obrigados a fazer deslocamentos diários extenuantes que geram prejuízos psicológicos, físicos e financeiros. É claro, existem estudantes que não poderiam arcar com todos os prejuízos citados acima, e se viram obrigados a simplesmente trancar a faculdade, ou ainda, desistir. A perspectiva dos calouros é ainda pior – que impressão será que eles estão tendo dessa tal de USP? Depois de tudo isso, Reitor Zago, ainda fomos obrigados a ouvir acusações absurdas proferidas pelo Prof. Nakao, a quem o senhor faz questão de defender em todas as oportunidades que tem (talvez porque pense da mesma forma que ele sobre todo o problema da EACH). Enfim, temos membros da comunidade, docentes, funcionários e estudantes, que estão completamente desamparados. Muitos sofrendo com problemas psicológicos, depressão mesmo. E não é para menos do que isso, dado que não há uma perspectiva de melhora nem quanto ao campus da EACH e muito menos na relação entre a comunidade e a reitoria. Hoje, 4 meses depois daquela visita, na qual havia sido dito que as aulas voltariam no dia 10 de março, que a EACH seria desinterditada e tantas outras falsas promessas, é completamente absurdo, triste, desgastante, desesperador e até um pouco irreal, termos que vir aqui fazer exatamente as mesmas perguntas, que foram naquela época, e ainda hoje, respondidas com o mais absoluto silêncio: 1 – Onde acontecerão as atividades da EACH no próximo semestre, Reitor? 2 – Teremos um dia o nosso campus descontaminado e liberado para uso? Se sim, quando? 3 – Alguém na administração central da USP dá a mínima para a EACH? Ou já consideram um caso perdido mesmo, reitor? Sinceramente, Um estudante da EACH.”

Desesperado – Estudante de MKT

“Há algumas semanas, saindo da estação Carrão em direção à Etep, p almoçar, um carro passou à 30 cm de mim, para entrar no posto de gasolina, numa velocidade que teria me atirado há uns 100m a frente, caso tivesse encostado em mim!! Zago, o que aconteceria se esse carro tivesse me pego???? A vc, nada né?? Mas a mim, que sou mãe de família, esposa e trabalhadora, um prejuízo enorme teria acontecido, e tratado apenas como uma fatalidade, não é??? E pra ajudar, ouvir de quem está de fora que “a USP está corrompida”, que a USP “já foi melhor” e ter apenas como resposta: “Sim, é verdade… eu sinto vergonha atualmente, de dizer que sou aluna da USP…” – é humilhante a tal ponto que, para não passar mais vergonha, é imensa a vontade que tenho de trancar meu curso e nunca mais dizer a ninguém que fui aluna dessa instituição, um dia muito almejada de alcançar! O pior é pensar que, fzndo obstetricia, com td q aprendi a respeito de saúde pública, achei msm que eu pudesse mudar a realidade da saúde pública na minha cidade. Obrigada USP, obrigada Zago e Rodas e obrigada ao Boueri (pq foi p culpa dele q a EACH tah zuada) por criar expectativas em mim e muitos outros alunos, de um futuro brilhante, e acabar com nossos sonhos em nome de suas contas bancárias!!!!”

Humilhação pouca é bobagem – Esutdante de OBS

Minha mãe acabou de me ligar chorando porque ela está vendo que não consigo ir para as aulas na faculdade que tanto lutei para entrar, minha família não pode me sustentar aqui em São Paulo com facilidade, está sendo um sacrifício não para mim aluno do 2º ano mas para toda minha família, aflita com a minha situação aqui minha mãe está me pedindo pra trancar o curso e tentar outra carreira.Não é justo comigo essa situação!!! Mais um dia chorando .

Estudante de GPP

“Gostaria de relatar que eu me sinto traída pela EACH, desde a sua construção foram cascatas de desrespeito. Indo para outro espaço sem nem ao menos ter tido uma conversa previa conosco foi uma falta de respeito, eu fiquei com problemas de saúde provavelmente por causa da água contaminada (eu só bebia aguá na EACH e em casa), desde novembro eu tenho crises de vômito, diarreia e uma dor terrível, e saber que boa parte dos docentes acham que tenho dinheiro suficiente para pagar 75,00 reais por semana para almoçar é complicado, eu não posso ficar comendo lanche por causa da minha saúde e não tenho esse dinheiro, e vai além não posso trancar o meu semestre, pois tenho bolsa da USP e um filho pra criar. Me sinto sem saber o que fazer, o que pensar, não sei se posso ter esperança de melhora, porque simplesmente fomos realocados em outros lugares sem as nossas condições minimas. E o que me revolta é que agora parece que o único problema é o bandejão, mas os problemas da EACH como todos sabem são bem maiores, apesar de eu precisar bastante disso!”

Thais Turno – Estudante de OBS

“A EACH costumava ser, apesar dos seus defeitos, um lugar onde eu via muita alegria, onde a gente se apoiava pra dar cabo nos problemas. Agora quando eu encontro eachianos perdidos pelos prédios provisórios, eu só vejo apreensão e tristeza.”

Anon – Estudante de GA