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Moro em Jacareí e para chegar à EACH, utilizava ônibus de linha comum para Mogi das Cruzes, com valor popular e de lá, pegava trem, tudo com VT estudante. Agora, para chegar à UNICID, preciso pegar outra empresa de ônibus, que vai para o terminar Tietê, que custa 3x mais que as outras viações que utilizava (agora, cada passagem gira entre R$ 18,00 a 21,00, dependendo do horário). Isso, se eu quiser chegar e sair no horário normal de aula, porque, se eu quiser continuar pagando o mesmo valor nos transportes que eu utilizo, preciso perder 1h30 de aula ao sair (minha aula termina 18h, ou seja, tenho q sair 16h30), para não perder a integração no Tatuapé, para transferir para a linha 11, para chegar à Mogi das Cruzes (estação estudantes), para de lá, voltar para Jacareí, no horário de sempre. Optando em estar sempre cumprindo horário, pago muito mais caro; e aí que o Aux. Transporte fornecido pela facul não dá nem pra metade do mês (pois tenho q pegar dois ônibus dentro da minha cidade pra chegar na rodoviária e depois pra voltar pro bairro, ou seja, aumentaram 4 viagens pra pagar, de 3,00 cada). Nesse caso, me vi obrigada a trancar uma matéria importante do meu curso, que me abriria o estágio no próximo semestre! Perderei um ano de estágio, perderei matérias importantes, perderei mais tempo no trânsito, já tive que comer qualquer coisa pela rua, por não ter dado tempo de bandejar (aqui ainda entra a questão que, sendo eu bolsista, só poderia comer no Butantã… e daria tempo?? Claro que não) … só saí perdendo com esse plano B. Sem contar que xerox ou impressão está totalmente fora de mão e caro. Quem vai me ressarcir do prejuízo que terei com as matérias atrasadas???? É um prejuízo que não tem como voltar pra gente… só atrasado msm!

Arlene – Estudante de OBS

Saio 1 hora mais cedo do trabalho (na zona leste) para chegar no horário no Buntantã. Às terças-feiras não terei como cursar Administração pois o mais rápido que consigo chegar na segunda aula é 1 hora atrasado e sem intervalo (tenho que sair da veterinária para chegar na enfermagem). Não consigo chegar a tempo de bandejar pois não posso sair ainda mais cedo do trabalho. Também estou com dificuldade de conseguir os livros das minhas disciplinas pois as unidades com livros de computação ficam afastadas e não há muitos volumes disponíveis. Nenhum professor pediu textos impressos até o momento. Não posso ficar trancando matérias para cursar mais tarde ou serei jubilado. Também fico inseguro quanto à concorrência nos próximos semestres devido ao alto número de alunos trancando (afinal, eles voltarão às aulas algum dia). Corro o risco de não me formar por causa deste desastre…

Renato Zippert – Estudante de SI

Descobri hoje que o bandejão improvisado não é perto o suficiente (nem flui rápido o suficiente) para que eu possa sair de uma aula às 11h40, almoçar, e voltar para outra aula umas 12h15, como era possível fazer no campus da EACH. Terei que recorrer ao trancamento parcial e por sorte ficarei com exatos 12 créditos. Penso nas pessoas que precisam trancar mais créditos do que eu e, portanto, acabarão forçadas a trancar o semestre inteiro.

Ítalo Nascimento – Estudante de SI

Infelizmente eu e meu filho (recém chegado a EACH) estamos cogitando o trancamento por absoluta falta de condições financeiras para arcar com oito conduções por dia. Ir até a Unicid tornou-se uma grave problema para nosso orçamento. Muito triste tudo isso.

Rosangela Toni – Estudante de GA

“Gostaria de relatar que eu me sinto traída pela EACH, desde a sua construção foram cascatas de desrespeito. Indo para outro espaço sem nem ao menos ter tido uma conversa previa conosco foi uma falta de respeito, eu fiquei com problemas de saúde provavelmente por causa da água contaminada (eu só bebia aguá na EACH e em casa), desde novembro eu tenho crises de vômito, diarreia e uma dor terrível, e saber que boa parte dos docentes acham que tenho dinheiro suficiente para pagar 75,00 reais por semana para almoçar é complicado, eu não posso ficar comendo lanche por causa da minha saúde e não tenho esse dinheiro, e vai além não posso trancar o meu semestre, pois tenho bolsa da USP e um filho pra criar. Me sinto sem saber o que fazer, o que pensar, não sei se posso ter esperança de melhora, porque simplesmente fomos realocados em outros lugares sem as nossas condições minimas. E o que me revolta é que agora parece que o único problema é o bandejão, mas os problemas da EACH como todos sabem são bem maiores, apesar de eu precisar bastante disso!”

Thais Turno – Estudante de OBS

“É perverso e deprimente esse suposto “Plano B” que nos foi empurrado goela abaixo. Devido ao meu trabalho e pesquisa eu estudo de manhã e a noite, programei minha grade já em dezembro para que tudo pudesse ocorrer bem neste semestre, mas como vou poder cursar minhas disciplinas com essa pulverização que fizeram com a EACH? Não há condições de eu ir de manhã para a UNICID, levar mais de 1 hora para chegar ao Butantã para depois sair às 22:45 do Butantã. Meu dia é perdido apenas com a viagem. USP não é só sala de aula, preciso de tempo e estrutura para estudar. Além disso, não há praticamente nenhuma política de permanência estudantil. Não há bandejões, bibliotecas, mal há atendimento no SAS… hoje gastar 30 reais por dia com alimentação é impensável ao meu orçamento. Outro ponto, não é o meu caso, mas os alunos que possuem veículo estão tendo que desembolsar ainda mais com estacionamento. No meu curso não precisamos de laboratório, giz lousa e saliva são suficientes, mas precisamos de datashow e silêncio – algo ausente nas salas da UNICID. Gostaria de poder trancar todo o semestre, mas sou bolsista e não tenho esse privilégio – tenho que cursar no mínimo 12 créditos para manter os auxílios. A CG não se esforçou muito em oferecer chances para que os estudantes que não querem se rebaixar a esse ridículo pudessem fazê-lo de fato. E os bixos? Podem trancar? Segundo a CG sim, mas quem garante que eles conseguirão vaga no próximo ano, com a entrada de novos ingressantes – lembrando que as turmas são sempre lotadas. Pesquisa e extensão? Dois pés do tripé universitário, onde estão? Essa situação é lamentável – para que fazer e aceitar isso? É pura perversão, não há outra maneira de enxergar isso. Já somos destratados, desrespeitados, ignorados como unidade. Iremos permitir ainda passar por esse puxadinho para livrar a Reitoria de suas responsabilidades legais? Permitimos isso hoje, amanhã a resposta será ainda pior. Como cidadão, não só como aluno, farei de tudo para impedir que esse descaso se perpetue comigo e com minha Escola.”

Daniel Vartanian – Estudante de MKT

 

“Como se não bastassem os problemas de alunos para bandejar e as dificuldades no transporte, agora teremos aula EAD usando cliente VNC. Sim, alguns alunos receberam mensagens do Professor Auil informando que as aulas de Cálculo 1 – turma extra iniciarão pela internet. Isso mesmo, segundo o professor para é para “ir testando os sistemas”. A dificuldade segundo o professor é que as salas na Faculdade de Educação serão utilizadas por outros. Agora nem todos alunos receberam as mensagens pois estão vinculadas aos avisos do COL, assim apenas os alunos devidamente matriculados(quem espera resultados de requerimento não recebe) recebem essas mensagens. Agora me pergunto: como a CG reservou salas já direcionadas à outras atividades ou turmas?? Será que o professor pensou na realidade de alunos que não possuem computador em casa ou não possuem um plano de internet? Alunos que costumavam usar as estruturas da EACH para suas atividades online? É deprimente essas situação!!! Pior, se enviamos e-mails com perguntas nunca temos respostas. É quase um ‘adeus’ USP.”

Estudante de SI

“Me matriculei em matérias de vários períodos. Como eles querem que eu faça se cada uma é seguida da outra e em locais diferentes? Uma a tarde na UNICID, EEFE e saúde? Teletransporte? Se eu não fizer 12 créditos sou jubilado. Estão me obrigando a trancar a faculdade e eu quero estudar! !!!”

Alex – Estudante de MKT

“Moro em São Mateus, zona leste, e trabalho em Itaquera. Por isso escolhi a USP Leste, pela proximidade e pelo padrão USP que imaginei que teria.. Ir até o Butantã é ruim, mas é possível. O problema é voltar para casa, atravessar a cidade e chegar na estação final da linha vermelha quase meia noite, esperando que ainda tenha condução, caminhar até minha casa (isso quase a 1h da manhã), e acordar de madrugada para trabalhar. Sem contar no risco que isso implica, principalmente para quem mora no extremo leste. É um desrespeito com quem prestou vestibular sabendo que estudaria na zona leste, se preparou para isso… como muitos que se mudaram ou arrumaram um emprego próximo à EACH. Aí quem pretende terminar a graduação é obrigado a se virar para chegar às aulas e ir embora, não importa como ou que hora vai chegar. Até porque, quem quiser trancar, depois vai concorrer às vagas com todo mundo, sem nenhuma garantia de que conseguirá vaga, mesmo tendo sido prejudicado de todas as formas possíveis.”

Naiana – Estudante de GA

“Estadia para aqueles que optaram em morar na ZL + Bandeijão + Alimentação + Transporte + Biblioteca + WI-fi + CASH + Laboratório são recorrente e assino embaixo. Contudo tive o semestre passado já conturbado com paralisação, greve, interdições entre outros, necessárias e ressalto a qualidade de formação que obtive, tendo que fazer trabalhos substitutivos de aulas que mal foram pinceladas. A precariedade de formação foi impar, e neste contexto, preferindo ainda que a CG cancele o semestre até volta EACH, optarei por trancar os conteúdos de quinta e sexta que serão os mais prejudicados por feriados e jogos da copa. #trancarquintaesexta”

Rui Moreira – Estudante de GPP