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“Há algumas semanas, saindo da estação Carrão em direção à Etep, p almoçar, um carro passou à 30 cm de mim, para entrar no posto de gasolina, numa velocidade que teria me atirado há uns 100m a frente, caso tivesse encostado em mim!! Zago, o que aconteceria se esse carro tivesse me pego???? A vc, nada né?? Mas a mim, que sou mãe de família, esposa e trabalhadora, um prejuízo enorme teria acontecido, e tratado apenas como uma fatalidade, não é??? E pra ajudar, ouvir de quem está de fora que “a USP está corrompida”, que a USP “já foi melhor” e ter apenas como resposta: “Sim, é verdade… eu sinto vergonha atualmente, de dizer que sou aluna da USP…” – é humilhante a tal ponto que, para não passar mais vergonha, é imensa a vontade que tenho de trancar meu curso e nunca mais dizer a ninguém que fui aluna dessa instituição, um dia muito almejada de alcançar! O pior é pensar que, fzndo obstetricia, com td q aprendi a respeito de saúde pública, achei msm que eu pudesse mudar a realidade da saúde pública na minha cidade. Obrigada USP, obrigada Zago e Rodas e obrigada ao Boueri (pq foi p culpa dele q a EACH tah zuada) por criar expectativas em mim e muitos outros alunos, de um futuro brilhante, e acabar com nossos sonhos em nome de suas contas bancárias!!!!”

Humilhação pouca é bobagem – Esutdante de OBS

“As experiências que estou tendo nas aulas matutinas de Gestão Ambiental na UNICID são negativas porque: 1) alugo uma república próxima à EACH com outras pessoas e alugamos lá perto porque não pagávamos condução e hoje nos vemos obrigados a pagar para se deslocar para a sala de aula; 2) a existência do bandejão na FATEC Tatuapé é extremamente ruim, já que a distância a ser percorrida é imensa em relação à UNICID, fato que contribui para que eu vá para o trabalho diretamente e almoçando marmita que eu mesmo faço (coisa que se estivéssemos na EACH, nem preocupação em cozinhar depois de um dia de aula e estágio eu teria); 3) minha namorada e companheira de república faz Lazer e Turismo e sai do Butantã e chega em casa só a meia noite o que é perigoso para qualquer um estar andando pela rua a essa hora da noite.“

Estudante de GA

“Quinta feira, era o primeiro dia de aulas no butantã .. periodo noturno. nao pude ir a primeira aula por motivos pessoais. Cheguei para segunda aula faltando 10 minutos para as 21h e fui atras da minha sala. Chegando na sala marcada na minha grade horaria, na ECA, estava tendo aula do meu curso , porém para uma turma de outro semestre, conversei com o pessoal e ninguem sabia da minha turma que era para estar lá. fui até a secretaria para me informar e nao havia ninguem, perguntei para o vigilante do prédio e ele disse que a turma da each tinha saído para o intervalo, mas ja eram 21h10 a essa altura. Voltei para a sala que estava marcada ( alem de procurar em todas as outras salas do andar interrompendo aulas)e encontrei uma aluna da minha turma que também não tinha ido para primeira aula e estava perdida. Não havia nenhum tipo de orientação. Provavelmente durante a primeira aula deram algum aviso de mudança de sala para a segunda, mas como nós iriamos adivinhar? Por estar no começo ainda não tenho o contato de ngm da minha turma , o que dificultou. Aguardamos então até as 21h30 e nada aconteceu , essa aluna que eu encontrei muito chatiada resolveu ir embora e eu também. Quando eu descia as escadas , vi pela janela um grupo de 5 alunos da minha turma ali no meio dos prédios , onde tem os lanches e tal , rapidamente corri para tentar alcança-los mas quando cheguei la eles tinham sumido ja. Entao aparece ao meu lado um cidadão, que claramente não era aluno da usp , baforando algum líquido e dizendo ” olha o pó, tem pó em , o pó é 10″. Fui embora.”

F. – Estudante de LZT

“Moro na Estação USP leste, o que significa que demoro cerca de 1,5 hora para chegar ao Butantã, na volta faço sozinha o trajeto entre a estação e minha casa, como já é mais de meia noite, há poucas pessoas na rua, fazendo com que os motoristas da avenida se sintam confortáveis para buzinar e fazer cantadas. Já que estamos espalhados pelo Butantã, não posso combinar de encontrar meus colegas de república para voltar e receosa, ontem optei por fazer o trajeto de ônibus, aumentando meu percurso em 20 min. “Eu sei que a gente se acostuma. Mas não deveria … A gente se acostuma a morar em apartamentos de fundos e não ter outra vista que não as janelas ao redor. E porque não tem outra vista, logo se acostuma a não olhar para fora. E porque não olha pra fora, logo se acostuma a não abrir de todo as cortinas. E porque não abre as cortinas, logo se acostuma a acender mais cedo a luz. E à medida que se acostuma, esquece o sol, esquece o ar, esquece a amplidão” (Marina Colasanti). Não vamos nos acostumar com a falta de infraestrutura, de bandejão, de salas adequadas, de laboratório e principalmente com o descaso da reitoria!”

Isadora Aguirra – Estudante de GA

“Meu noivo faz GA noturno. Agora com essa palhaçada ele volta quase 1 da manhã pra casa. Ele foi assaltado esta noite. Agorinha pouco. E é numa dessa que eu poderia perder a pessoa que eu mais amo. Se isso chegar a você, (ir)RESPONSÁVEIS PELO “PLANO B” saibam: a culpa é de vocês. Se mais qualquer coisa acontecer com ele ou comigo por causa dessa mudança de horário e de percurso. A culpa é TODA DE VOCÊS.”

Familiar

“Este plano B é totalmente impensado, e demonstra um desrespeito com os alunos, professores e funcionários. No primeiro dia de aula na UNICID precisamos juntar alguns colegas e organizar um piquenique numa praça perto do campus, visto que o lugar mais barato que encontramos para almoçar custava dez reais. Se pensar que pagávamos 1,90 ou, para mim que sou bolsista, nem mesmo pagávamos, isto traz um desfalque totalmente desnecessário e assombroso ao orçamento já apertado de quem faz um curso integral e, portanto, não pode trabalhar. Na tal praça fomoS abordados por um mendigo e o lugar não se mostrou seguro, pra melhorar o nosso pavoroso dia. Nossas disciplinas estão prejudicadas devido a falta de laboratório e data show, demoro mais para chegar em casa e me pergunto como conseguirei levar o semestre comendo lanchinhos no almoço e passando duas horas em pé no transporte público até minha casa, sem contar as três horas de distância da biblioteca do Butantã até onde moro. Decidi que não ir à UNICID até que nos sejam dadas respostas às nossas indagações é a melhor forma de dizer que NÃO ACEITO ESTE PLANO QUE NÃO CONTEMPLA MEUS DIREITOS NÃO SÓ COMO ALUNA USP, MAS TAMBÉM COMO CIDADÃ.”

Jenifer Lima – Estudante de OBS

“Não temos laboratório, para as aulas práticas, e biblioteca. Não temos datashow. Hoje nem tinha giz na sala de aula. Fui ao banheiro e vi uma sala superlotada com 3 turmas numa única sala e com um único professor. Ontem vi alunos sentados no chão porque não tinha cadeira suficiente para todos. Não conseguirei comer lá por menos de 15 reais por dia, colocando no papel, por mês gastarei só com almoço 300 reais, fora os outros gastos como transporte, lanche (porque fico o dia inteiro na faculdade), xerox, etc. Conversei com as professoras e percebi que na matéria com menos problemas perderemos cerca de 50% do que tinha sido planejado e que seria ideal para uma ótima formação. Me deparei com o repúdio dos alunos da UNICID com a nossa chegada ao espaço deles. Já escutei “piadinhas” e não sou obrigada a passar por isso. Os funcionários estão numa salinha minúscula para atender as necessidades acadêmicas. Os professores e alunos que vão de carro estão tendo que pagar estacionamento, que custa R$20 fora as horas adicionais. Não vejo segurança nenhuma no local e no trajeto que faço da estação Carrão até a UNICID, pois há mendigos, pedintes e tem ruas sem movimentação. Vejo, também, a dificuldade dos alunos, do noturno, que não conseguem chegar em casa já que moram muito longe do quadrilátero da saúde, em Pinheiros, e da USP Butantã. Fora, que também não têm laboratório disponível para eles e os horários planejados das matérias não batem com a disponibilidade da grade que tinha mantes.”

Stella Alves Souza – Estudante de OBS

“Estou fazendo uma matéria que foi alocada na Escola de Enfermagem. Primeiro problema: “aluno da EACH não tem o direito de parar aqui”, foi isso que ouvi de um funcionário da escola ao perguntar se poderia utilizar o estacionamento de lá. Então, paguei R$ 15,50, por um período de 2 horas, a um estacionamento privado existente no local, lembrando que é proibido parar na rua (Av. Dr. Enéas de C. Aguiar). Ouvi, também, relatos que de alunos que tiveram sua entrada no bandejão da Saúde vetada. Além de ter sido perseguida por um homem, até entrar no estacionamento. #sddsmaravilhosa”

Raphaella Burti – Estudante de GPP

“Sou aluno de SI Noturno e moro em Suzano (região do Alto Tietê), a cerca de 60km da cidade universitária. Para voltar para casa tenho que pegar 2 ônibus, 1 metrô e 2 trens, levando em torno de 2h30 ~ 3h00 para fazer esse percurso. Dependo completamente da sorte para conseguir chegar em casa, pode (e sei que uma hora vai) acontecer de perder o último trem ou o último ônibus (que para minha sorte, passa 1h00) e ficar no meio do caminho. Quero ter aulas e vou fazer o máximo de esforço para conseguir ir, mas não sei se vai ser algo sustentável durante o semestre inteiro.”

Caio Vinicius Marques Teixeira – Estudante de SI

“Moro em São Mateus, zona leste, e trabalho em Itaquera. Por isso escolhi a USP Leste, pela proximidade e pelo padrão USP que imaginei que teria.. Ir até o Butantã é ruim, mas é possível. O problema é voltar para casa, atravessar a cidade e chegar na estação final da linha vermelha quase meia noite, esperando que ainda tenha condução, caminhar até minha casa (isso quase a 1h da manhã), e acordar de madrugada para trabalhar. Sem contar no risco que isso implica, principalmente para quem mora no extremo leste. É um desrespeito com quem prestou vestibular sabendo que estudaria na zona leste, se preparou para isso… como muitos que se mudaram ou arrumaram um emprego próximo à EACH. Aí quem pretende terminar a graduação é obrigado a se virar para chegar às aulas e ir embora, não importa como ou que hora vai chegar. Até porque, quem quiser trancar, depois vai concorrer às vagas com todo mundo, sem nenhuma garantia de que conseguirá vaga, mesmo tendo sido prejudicado de todas as formas possíveis.”

Naiana – Estudante de GA