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“A impressão que tenho não é a de que os alunos, funcionários e docentes da EACH estejam desmobilizados. Mas muitos de vocês estão tratando o problema como individual. A Reitoria está cansando vocês. Prédios distantes da EACH, comprometimento do orçamento de muitos estudantes, professores que não conseguem ministrar suas aulas… Este blog era pra estar lotado de depoimentos! E onde estão? Pessoas, a própria Universidade está barrando estudantes no bandejão da Nutrição! E este problema é resolvido facilmente! Simplesmente apresentando a carteira de estudante na catraca e fazendo uma lista assinada de estudantes da EACH. Papel, caneta, computador e Excel. Apenas isso. Funcionários: para o Sintusp já! Estudantes: puxão de orelha do DCE! Docentes: cadê a ADUSP? Quem está ganhando para deixá-los abandonados desta maneira?”

Observador – Funcionário EFS

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“Já percebemos que somos reféns ??? São 05h05 da manhã e estou tão preocupado com minha situação na USP que não consigo dormir, não estou em condições emocionais para frequentar o plano “b” oferecido as pressas pela reitoria. Estou no final de minha graduação e conheço de perto os problemas da EACH, que desde a greve no ano passado está sendo protelado pela burocracia da universidade . Sou alunos que necessito de todas as bolsas de permanência, justamente por não ter condições e possibilidades de fazer uma graduação paga ou desamparado de apoios acadêmicos , mas vejo que minha graduação está sendo afetada, serei um gestor de politicas publicas e percebo que minha carreira, meus planos de formação não foram respeitados assim como o do coletivo dos alunos,que nem si quer foi consultado pela direção e comissão de graduação, me sinto refém de um Plano “b” imposto pela nossa direção e CG que assumiram o seu funcionamento. Quero deixar bem claro que estou nesta universidade publica justamente por acreditar que minha formação atenderá a sociedade, mas me questiono se realmente da forma que estou sendo tratado serei um bom profissional ,sou refém por não poder trancar o semestre e garantir ainda que me penalizando desde então,eu possa ter um semestre de qualidade no próximo ano letivo,não tenho nenhuma segurança de que os auxílios continuariam a ser oferecidos quando decidir-me trancar o semestre, exigem-me 12 créditos mínimos mas como ? Como fazer sequer um credito? Não posso colocar a minha graduação nessa mar de lama que estou sendo jogado, Conseguirei ser um bom gestor, tendo meio conteúdo ? meio aprendizado ? Que parcimônia é essa na situação escabrosa, percebendo que universidade se contenta em oferecer um puxadinho ? Como? Estou sem condições emocionais de entrar em uma sala de aulas e receber uma esmagadora carga de conteúdo que não será aproveitado devidamente, como vou entrar em uma sala de aula com caideiras e uma lousa e esquecer do problema social que existe e que faço parte, como posso deixar de me preocupar comigo ? Luto por qualidade de vida e direitos para uma sociedade e nem direito a estudar eu estou tendo respeitado na maior universidade publica do país, como é que pode ser administrado a graduação de um aluno de gestão de politicas PUBLICAS nessas condições ? Apenas pensando em meus textos e datas de entrega de trabalhos sem nenhuma qualidade acadêmica estarei sendo um bom gestor ? lembro-me bem de uma disciplina que no primeiro ano temos no ciclo básico RP. [resolução de problemas ]- Aprendi tanto que agora fico “zonzo” atordoado com tal discrepância daquilo aprendemos com aquilo que se mostra na praticas. Como é possível admitir o plano “b” se esse plano não me respeita, para lembrar-nos sou filho de um pai e uma mãe, tenho Família e com algumas exceções, temos família e vida EXTRA USP . Sou refém duas vezes, pois precisarei abandonar meus projetos familiares que contemplam o recesso de meio de ano, para dar prosseguição a um plano que apenas beneficia a reitoria em não pagar multas ?Estarei eu abdicando da minha vida para sanar uma crise na universidade, estarei eu disposto ao longo de todo esse processo me desvincular de minha família para atender uma “dor\necessidade” minha mas que está sendo usada pra encobrir a falta de respeito com a comunidade acadêmica e com a sociedade como então somos. Eu DIGO NÃO, sou membro importante da minha família, fiz a escolha de cursar o semestre letivo e não a opção de uma politica ” de qualquer jeito”, não terei ferias é isso ? Semana Santa ? Copa ? Não recebo repeito a minha dignidade cidadã ??? É um absurdo que diante de tantos custos externalizados ainda possamos apoiar um plano “b”, se a direção colocar em numero para nós quantas pessoas estão trancando ou de alguma forma deixando de frequentar a EACH USP, evadindo e assim perdendo sua função social como universidade, talvez perceberíamos que o remédio para nossas dores não é mais um datashow ou mais uma sala com mais cadeiras…. E sim A paralisação das atividades como um todo, não podemos fechar os olhos para essas pessoas que como eu estão abrindo mão de projetos de vida porque a USP é negligente, não podemos aceitar essa evasão, quem de nós não pensou ou conhece quem está trancando o semestre ou parte de sua graduação por não ter possibilidades de cursar-las nas condições jogadas e não oferecidas. Quero muito terminar a minha graduação, mas na condição que a direção e CG querem que ela seja feita, de primeira forma é um desperdício de dinheiro e na segunda mais eclipsada nessa gama de problemas, é um desperdício de vida, pois não me proponho a fazer parte disso, minhas ideias, princípios, aspirações e desejos estão muito apagadas e quem sabe vetadas por essa politica que só atende a aspirações da Universidade elitista.”

narigudo_eu@hotmail.com – Estudante de GPP

“É perverso e deprimente esse suposto “Plano B” que nos foi empurrado goela abaixo. Devido ao meu trabalho e pesquisa eu estudo de manhã e a noite, programei minha grade já em dezembro para que tudo pudesse ocorrer bem neste semestre, mas como vou poder cursar minhas disciplinas com essa pulverização que fizeram com a EACH? Não há condições de eu ir de manhã para a UNICID, levar mais de 1 hora para chegar ao Butantã para depois sair às 22:45 do Butantã. Meu dia é perdido apenas com a viagem. USP não é só sala de aula, preciso de tempo e estrutura para estudar. Além disso, não há praticamente nenhuma política de permanência estudantil. Não há bandejões, bibliotecas, mal há atendimento no SAS… hoje gastar 30 reais por dia com alimentação é impensável ao meu orçamento. Outro ponto, não é o meu caso, mas os alunos que possuem veículo estão tendo que desembolsar ainda mais com estacionamento. No meu curso não precisamos de laboratório, giz lousa e saliva são suficientes, mas precisamos de datashow e silêncio – algo ausente nas salas da UNICID. Gostaria de poder trancar todo o semestre, mas sou bolsista e não tenho esse privilégio – tenho que cursar no mínimo 12 créditos para manter os auxílios. A CG não se esforçou muito em oferecer chances para que os estudantes que não querem se rebaixar a esse ridículo pudessem fazê-lo de fato. E os bixos? Podem trancar? Segundo a CG sim, mas quem garante que eles conseguirão vaga no próximo ano, com a entrada de novos ingressantes – lembrando que as turmas são sempre lotadas. Pesquisa e extensão? Dois pés do tripé universitário, onde estão? Essa situação é lamentável – para que fazer e aceitar isso? É pura perversão, não há outra maneira de enxergar isso. Já somos destratados, desrespeitados, ignorados como unidade. Iremos permitir ainda passar por esse puxadinho para livrar a Reitoria de suas responsabilidades legais? Permitimos isso hoje, amanhã a resposta será ainda pior. Como cidadão, não só como aluno, farei de tudo para impedir que esse descaso se perpetue comigo e com minha Escola.”

Daniel Vartanian – Estudante de MKT

 

“Moro na Estação USP leste, o que significa que demoro cerca de 1,5 hora para chegar ao Butantã, na volta faço sozinha o trajeto entre a estação e minha casa, como já é mais de meia noite, há poucas pessoas na rua, fazendo com que os motoristas da avenida se sintam confortáveis para buzinar e fazer cantadas. Já que estamos espalhados pelo Butantã, não posso combinar de encontrar meus colegas de república para voltar e receosa, ontem optei por fazer o trajeto de ônibus, aumentando meu percurso em 20 min. “Eu sei que a gente se acostuma. Mas não deveria … A gente se acostuma a morar em apartamentos de fundos e não ter outra vista que não as janelas ao redor. E porque não tem outra vista, logo se acostuma a não olhar para fora. E porque não olha pra fora, logo se acostuma a não abrir de todo as cortinas. E porque não abre as cortinas, logo se acostuma a acender mais cedo a luz. E à medida que se acostuma, esquece o sol, esquece o ar, esquece a amplidão” (Marina Colasanti). Não vamos nos acostumar com a falta de infraestrutura, de bandejão, de salas adequadas, de laboratório e principalmente com o descaso da reitoria!”

Isadora Aguirra – Estudante de GA

“Hoje (quinta-feira) enfim tive minha primeira aula do semestre. Todas as outras foram canceladas por falta de estrutura e/ou equipamentos. Mesmo assim, a aula de hoje foi prejudicada. Estudamos o Sistema Nervoso, mas na sala não havia nem mesmo tela de projeção, que dirá datashow. O professor não costuma usar esse tipo de recurso, pois na EACH existem modelos de todos os órgãos e sistemas. Não dispomos deste material, e tivemos que nos virar apenas com a imaginação. Obviamente nosso aprendizado foi bastante prejudicado. Não creio que possamos admitir esta precarização do ensino, imposta pela reitoria. Eu vou continuar lutando pelo meu direito de ter um ensino público de qualidade, não só pra mim, mas para todas e todos! #somostodosEACH #somostodosUnicid”

Vini Becker – Estudante de OBS

“Levantar algumas questões de grande importância como: O momento em que vivemos hoje é caso de greve? * Sim ou Não 1) a comunidade estudantil encontra-se dividida e com a volta as aulas ainda mais fragmentada! 2) cursos com matérias especificas que precisão de uma estrutura maior e bem planejada, com laboratórios são inexistente! 3) Bibliotecas e pesquisas, que são fundamentais para construção deste conhecimento também não existem na atual conjuntura! 4) Professores coagidos a voltar as aulas mesmo que isso signifique perder metade ou mais de suas bases devido a falta de condições, como laboratórios, como por exemplo para estudar reações químicas somente na teoria ou genética, diversidade zoológicas dentre outras reduzindo assim sua grade, com a ameaça de demissão por justa causa se negar a volta imediata das aulas! 5) falta de organização com alguns cursos como Marketing que tem a primeira aula as 19:00 h na FATEC do Tatuapé e a segunda as 21:00h na FATEC de Itaquera no mesmo dia! 6) A falta do Bandejão, como alguns alunos que estão tendo aula no prédio de enfermagem na estação clinicas do metrô, onde a lanchonete fecha as 19:00 h e é proibido entrar no prédio e nas salas de aula com comida! 7) estacionamento tem pessoas pagando R$ 18,00 por dia na UNICID, fora as pessoas que não conseguem chegar na hora das aulas, pois moram e trabalham nas extremidades das cidades e agora tem de se deslocar em sentidos opostos, correndo o risco de um atraso e ter de andar até sua casa mais de uma hora adentro pela madrugada! 8) Questão Unicid como nós somos realocam em um prédio que também foi interditado devido ao barulho, pois os alunos que estão lá podem dizer o quanto está sendo difícil! 9) Se a USP alega não ter dinheiro para resolver os problemas ambientais devido ao “rombo” no orçamento deixado pelo antigo reitor, sub locando prédios pela cidade e gastando com essas aulas de baixa qualidade para cobrir o mínimo de problemas causado pelo realocação, dos cursos por quanto tempo mais, o orçamento de recuperação da EACH fica em segundo plano! 10) Talvez o mais importante, pela sociedade no geral da zona leste que lutou por mais de 20 anos para trazer a Usp para perto de suas casas com o sonho de melhorias, onde seus filhos poderiam estudar com esperança de um futuro melhor; os trabalhos sociais desenvolvidos no campus em retribuição a sociedade que brigou e lutou por nós. E agora não somente a nós corpo estudantil é negado à solução com uma data prevista e sim a uma sociedade em geral!Que pagou para termos a EACH e não foi pouco! OBS: # AGORA É HORA DE GREVE SIM! VEM PRA RUA TODA ZONA LESTE! Precisamos de todos; não como indivíduo único, pois nesse caso Não sou totalmente a favor da greve, pois no “EU” pessoal vou ser prejudicada levar mais um ano pra me formar (mais isso é muito egoísmo); mas como membro de uma sociedade democrática onde a opinião da maioria prevalece, por isso sacrificar um ano pra termos uma política justa e ensino de qualidade; e não ser a casinha dos fundos em nenhuma outra faculdade sem direitos! E voltar a retribuir para comunidade ao nosso redor que acreditou e acredita em nós! É dar dois passos para trás hoje, para darmos um pra frente em 2015 como segurança de que isso que vivemos hoje não acontecerá no futuro!”

Daniele Parlamento Monteiro – Estudante de LCN

“Foram ainda poucos dias de aula mas o que sinto mais pesado no momento é a falta do bandejão, xerox e biblioteca. Ainda não precisamos de datashow nas nossas aulas mas isso depende muito da disciplina e BIOCEl por exemplo é uma disciplina que dentro de pouco tempo vamos precisar. Além disso algo que ainda pesa muito é o fato de não termos um lugar decidido e isso fez com que eu não assinasse nenhum contrato de aluguel, tendo que sair de casa todos os dias às 4:30 da manhã. A UNICID está disponível até julho mas e depois? Agradeço o esforço de todos para que tenhamos aulas nas melhores condições possíveis mas não podemos ficar parados. Aproveitemos que agora temos aula para nos organizar e fazer uma manifestação GRANDE para que chegue a mensagem ao Brasil todo. Por que de quê adianta estudar na maior universidade da América Latina se ela não cumpre com seu papel? Só isso, obrigada.”

Bruna Silveira Moreno – Estudante de OBS

“Quando escolhi a EACH, uni o útil ao agradável. Além de ter o curso que eu mais queria, tinha o fator localização, já que eu moro muito perto do campus. Eu planejava passar grande parte do meu dia dentro da EACH e com certeza o bandejão ia facilitar muito. Eu continuava otimista para uma possível volta das aulas no nosso campus ainda esse semestre, mas cá estamos nessa situação EXTREMAMENTE complicada. Todos estão tendo que fazer esforços a mais para se locomoverem até os locais que foram destinados, e obviamente, não temos todos os recursos que a USP se compromete a oferecer para todos os alunos que passam um ano inteiro estudando, para então finalmente passar na FUVEST e desfrutar a vida maravilhosa de um aluno da USP. Mesmo com toda a revolta e os problemas de infraestrutura tão explicitos, não acho que uma greve seria uma solução ou um passo para a solução. Também não acho que devemos aceitar e nos acomodar nesse plano PROVISÓRIO. Temos que lutar mais e mais, exigir não só da USP, como também do Governo do Estado de São Paulo uma AÇÃO que, definitivamente, resolva o problema da EACH e que assim possamos voltar para lá ainda no começo das atividades do segundo semestre.”

Estudante de GA

“A EACH tem como característica desenvolver seus cursos e a capacidade de seus alunos através da prática de resolução de problemas. Um questionamento que faço é se somos capazes de, nos utilizando da nossa capacidade técnica e intelectual, criarmos grupos de trabalho para estudarmos nossa realidade e possíveis intervenções que amenizassem a defeituosa realidade e que, ao mesmo tempo, apontasse nossa capacidade de integração e articulação e que demonstraria que não estamos nos desarticulando como espera a Reitoria. A autogestão dos nosso problemas, poderá ou não render frutos, poderá ou não sair do campo da discussão, no entanto seria um exercício válido em diversos sentidos. Não somos técnicos de alguma consultoria especializada, mas não é possível que os conhecimentos que obtivemos em nossos anos de graduação, estejam vocês no 3º, 5º ou 7º semestre ou no 1º dia de aula. Todos nós, exercitando nossas capacidades mentais, podemos nos mobilizar, é só querermos.”

Guilherme Augusto – Estudante de GPP

“Ontem começaram as aulas do 3° semestre para mim, na EFEE. Fiquei muito aliviado, afinal, sou do curso de Marketing e não preciso de muita coisa além de um espaço físico, projetor e um professor para ter aula. Porém, lendo esses depoimentos fiquei meio bad em saber que os problemas que eu possa vir a enfrentar durante esse tempo que estaremos longe da EACH não chega nem próximo aos meus colegas de outros cursos. Não quero me estender muito. O fato é: não sei como ser solidário com esses colegas. Trancaço geral? Boicote? Infinitos atos? Parece coisa de filme nossa situação, mas a diferença é que essa porra não vai acabar em 120 minutos.”

Caio Andréa – Estudante de MKT