Arquivo da categoria: GPP

“Me senti muito feliz quando fui chamada para estudar na EACH. Consciente da situação, me matriculei e tenho acompanhado as aulas. Aquele ânimo de ter passado na USP, foi se esvaindo com o decorrer desses primeiros meses. Sinto que meu primeiro semestre foi muito prejudicado. Apesar de estar na FMUSP (que pelo menos tem uma estrutura física excelente) a distância também é grande para quem mora na ZL. Moro ao lado do Campus Leste. Não pretendia gastar, como tenho gastado para me deslocar até as Clínicas. A falta de biblioteca para minha área prejudica as matérias. Não tenho tempo para ir buscar livros em outras bibliotecas da USP regularmente. O bandeijão da FSP após quase um mês de aula, foi aberto para os estudantes da EACH. Mas a tesouraria para carregar créditos fica aberta em horários totalmente inviáveis para quem trabalha durante o dia, pois visam grande parte dos alunos do quadrilátero que estudam em período integral. Estamos como peixes fora d’água. Num ambiente que NADA tem a ver com a EACH ou com os cursos oferecidos. Para questionar algo à um professor, somente por email. Não há proximidade e aquela interação estudantil faz falta. Até hoje, vi meus veteranos 2 vezes. Penso em transferir para poder, de uma forma melhor, aproveitar a oportunidade que consegui ingressando na USP.”

Alana – Estudante de GPP

Convidei um professor de outra instituição para fazer uma fala no meu seminário: não havia datashow. Não só comprometeu a apresentação do meu grupo bem como a do convidado.

Philippe Gama – Estudante de GPP

Minha mãe acabou de me ligar chorando porque ela está vendo que não consigo ir para as aulas na faculdade que tanto lutei para entrar, minha família não pode me sustentar aqui em São Paulo com facilidade, está sendo um sacrifício não para mim aluno do 2º ano mas para toda minha família, aflita com a minha situação aqui minha mãe está me pedindo pra trancar o curso e tentar outra carreira.Não é justo comigo essa situação!!! Mais um dia chorando .

Estudante de GPP

“Já percebemos que somos reféns ??? São 05h05 da manhã e estou tão preocupado com minha situação na USP que não consigo dormir, não estou em condições emocionais para frequentar o plano “b” oferecido as pressas pela reitoria. Estou no final de minha graduação e conheço de perto os problemas da EACH, que desde a greve no ano passado está sendo protelado pela burocracia da universidade . Sou alunos que necessito de todas as bolsas de permanência, justamente por não ter condições e possibilidades de fazer uma graduação paga ou desamparado de apoios acadêmicos , mas vejo que minha graduação está sendo afetada, serei um gestor de politicas publicas e percebo que minha carreira, meus planos de formação não foram respeitados assim como o do coletivo dos alunos,que nem si quer foi consultado pela direção e comissão de graduação, me sinto refém de um Plano “b” imposto pela nossa direção e CG que assumiram o seu funcionamento. Quero deixar bem claro que estou nesta universidade publica justamente por acreditar que minha formação atenderá a sociedade, mas me questiono se realmente da forma que estou sendo tratado serei um bom profissional ,sou refém por não poder trancar o semestre e garantir ainda que me penalizando desde então,eu possa ter um semestre de qualidade no próximo ano letivo,não tenho nenhuma segurança de que os auxílios continuariam a ser oferecidos quando decidir-me trancar o semestre, exigem-me 12 créditos mínimos mas como ? Como fazer sequer um credito? Não posso colocar a minha graduação nessa mar de lama que estou sendo jogado, Conseguirei ser um bom gestor, tendo meio conteúdo ? meio aprendizado ? Que parcimônia é essa na situação escabrosa, percebendo que universidade se contenta em oferecer um puxadinho ? Como? Estou sem condições emocionais de entrar em uma sala de aulas e receber uma esmagadora carga de conteúdo que não será aproveitado devidamente, como vou entrar em uma sala de aula com caideiras e uma lousa e esquecer do problema social que existe e que faço parte, como posso deixar de me preocupar comigo ? Luto por qualidade de vida e direitos para uma sociedade e nem direito a estudar eu estou tendo respeitado na maior universidade publica do país, como é que pode ser administrado a graduação de um aluno de gestão de politicas PUBLICAS nessas condições ? Apenas pensando em meus textos e datas de entrega de trabalhos sem nenhuma qualidade acadêmica estarei sendo um bom gestor ? lembro-me bem de uma disciplina que no primeiro ano temos no ciclo básico RP. [resolução de problemas ]- Aprendi tanto que agora fico “zonzo” atordoado com tal discrepância daquilo aprendemos com aquilo que se mostra na praticas. Como é possível admitir o plano “b” se esse plano não me respeita, para lembrar-nos sou filho de um pai e uma mãe, tenho Família e com algumas exceções, temos família e vida EXTRA USP . Sou refém duas vezes, pois precisarei abandonar meus projetos familiares que contemplam o recesso de meio de ano, para dar prosseguição a um plano que apenas beneficia a reitoria em não pagar multas ?Estarei eu abdicando da minha vida para sanar uma crise na universidade, estarei eu disposto ao longo de todo esse processo me desvincular de minha família para atender uma “dor\necessidade” minha mas que está sendo usada pra encobrir a falta de respeito com a comunidade acadêmica e com a sociedade como então somos. Eu DIGO NÃO, sou membro importante da minha família, fiz a escolha de cursar o semestre letivo e não a opção de uma politica ” de qualquer jeito”, não terei ferias é isso ? Semana Santa ? Copa ? Não recebo repeito a minha dignidade cidadã ??? É um absurdo que diante de tantos custos externalizados ainda possamos apoiar um plano “b”, se a direção colocar em numero para nós quantas pessoas estão trancando ou de alguma forma deixando de frequentar a EACH USP, evadindo e assim perdendo sua função social como universidade, talvez perceberíamos que o remédio para nossas dores não é mais um datashow ou mais uma sala com mais cadeiras…. E sim A paralisação das atividades como um todo, não podemos fechar os olhos para essas pessoas que como eu estão abrindo mão de projetos de vida porque a USP é negligente, não podemos aceitar essa evasão, quem de nós não pensou ou conhece quem está trancando o semestre ou parte de sua graduação por não ter possibilidades de cursar-las nas condições jogadas e não oferecidas. Quero muito terminar a minha graduação, mas na condição que a direção e CG querem que ela seja feita, de primeira forma é um desperdício de dinheiro e na segunda mais eclipsada nessa gama de problemas, é um desperdício de vida, pois não me proponho a fazer parte disso, minhas ideias, princípios, aspirações e desejos estão muito apagadas e quem sabe vetadas por essa politica que só atende a aspirações da Universidade elitista.”

narigudo_eu@hotmail.com – Estudante de GPP

“Bibliotecas que não possuem os livros que precisamos (ou apenas um exemplar já emprestado). Impressão de textos, mais caros que xerox, porque não ha pastas e os professores mandam o arquivo. Só essa semana gastei 9 reais na unicid e 12 hoje na FFLC. E não peguei tudo que precisava. E bandejão longe e cantina cara e fechada na hora do intervalo na POLI. Passei fome. Já ta virando rotina…..”

Thaisa Torres Nunes – Estudante de GPP

“Na terça feira, fui na xerox da unicid. Eles digitalizaram o texto, e quando vc pede uma pasta eles abrem a pasta no pc, que fica do lado de dentro. Ou seja, não é possivel olhar o texto e cofirmar qual é qual, e enquanto você olha a moça fica “a pasta toda é 14,50”, “mas eu não quero a pasta toda”, respondi. Enfim, pressão para que pegue e pague tudo, sem nem olhar. Ainda nos corres da leitura, dois livros que preciso possuem apenas um exemplar na FEA e outro na FFLCH. Fui até a biblio da FEA, mas alguem foi mais rápido, estava indisponivel. Fui até a xerox da FFLCH, esperando que fosse mais barata: 0.20 centavos a impressão. Como não há pasta e xerox, tem que ser impresso. Ou seja, sai o dobro do preço que sairia na EACH. Perdi tanto tempo fazendo algo aparentemente simples (por ser tudo distante no butanta) que fiquei sem jantar. E na POLI, a cantina (carissima) esta fechada na hora do intervalo da noite. É ridiculo escutar os professores nos dizendo para levar lanchinho. Me senti no pré. E fiquei com fome.”

Thaisa Torres Nunes – Estudante de GPP

 

“Bibliotecas que não possuem os livros que precisamos (ou apenas um exemplar já emprestado). Impressão de textos, mais caros que xerox, porque não ha pastas e os professores mandam o arquivo. Só essa semana gastei 9 reais na unicid e 12 hoje na FFLC. E não peguei tudo que precisava. E bandejão longe e cantina cara e fechada na hora do intervalo na POLI. Passei fome. Já ta virando rotina…..”

“Na terça feira, fui na xerox da unicid. Eles digitalizaram o texto, e quando vc pede uma pasta eles abrem a pasta no pc, que fica do lado de dentro. Ou seja, não é possivel olhar o texto e cofirmar qual é qual, e enquanto você olha a moça fica “a pasta toda é 14,50”, “mas eu não quero a pasta toda”, respondi. Enfim, pressão para que pegue e pague tudo, sem nem olhar. Ainda nos corres da leitura, dois livros que preciso possuem apenas um exemplar na FEA e outro na FFLCH. Fui até a biblio da FEA, mas alguem foi mais rápido, estava indisponivel. Fui até a xerox da FFLCH, esperando que fosse mais barata: 0.20 centavos a impressão. Como não há pasta e xerox, tem que ser impresso. Ou seja, sai o dobro do preço que sairia na EACH. Perdi tanto tempo fazendo algo aparentemente simples (por ser tudo distante no butanta) que fiquei sem jantar. E na POLI, a cantina (carissima) esta fechada na hora do intervalo da noite. É ridiculo escutar os professores nos dizendo para levar lanchinho. Me senti no pré. E fiquei com fome.”

Thaisa Torres Nunes – Estudante de GPP

“Dificuldades e prejuízos do aluno ingressante: 1. Perdi aula de Resolução de Problemas I por falta, na entrada, de de uma simples lista com nome dos alunos e respectivas salas da Faculdade de Medicina. Na entrada também não havia ninguém da USP para dar orientação aos estudantes. Eu estava sem o número e vi no painel eletrônico o nome da disciplina e indicação da sala no 2º andar. Os alunos que lá esperavam eram da mesma turma que eu. Somente às 20h00 fomos dispensados devido a ausência do professor. No dia seguinte descobri que a minha aula aconteceu no 3º andar e que eu estava esperando na sala errada. É lastimável perder uma única aula, ainda mais desse jeito, na primeira semana… 2) Pelo que fui informado é necessário que se faça uso de um computador durante a aula da disciplina citada acima, porém como a universidade não disponibiliza esse recurso, pede-se que o estudante leve o portátil. Porém eu, como não tenho e não posso comprar, ficarei apenas observando os colegas do grupo, tendo o meu desempenho prejudicado, pois quem não pratica os exercícios com certeza não aprende. 3) Até hoje tenho dificuldades para carregar o cartão do Bilhete Único do Estudante pois a escola não cadastrou a minha matrícula no SPTrans, apesar de eu já estar com o referido cartão em mãos há dias. Esperava que esse procedimento fosse “automático”. A única orientação que tive no dia da matrícula foi num impresso com o título “Como pedir Bilhete Único SPTrans” onde indicava o Site da SPTrans para solicitação do cartão. Desde o dia 14 de março tento fazer contato com o serviço de atendimento ao aluno via e-mail, sem obter nenhuma resposta. Desde então telefonei várias vezes mas só dava sinal de ocupado. Finalmente hoje consegui contactar o referido serviço por telefone e fui informado que deveria enviar o pedido para cadastrarem a minha matrícula pelo sistema CalistoWeb. Se pudessem facilitar as coisas perderíamos menos tempo… 4) Tentei emprestar um livro indicado pelo professor e localizei o título na biblioteca da EACH e na Faculdade de Direito. Como a da EACH está fechada fui até a de Direito, porém lá eles não emprestam o exemplar… 5) Um professor disponibilizou o texto para leitura na Xerox da Faculdade de Saúde, o que me ajudou pois posso ler a cópia nos trens que tomo durante o deslocamento até a Faculdade de Medicina que leva de 1,5 a 2 horas, além da caminhada até chegar à estação. Seria bom se os outros professores fizessem o mesmo pois o serviço de impressão na Lan House está caro e nem todos os alunos possuem Notebook, Tablet ou similar para fazer a leitura. 6) Sugiro que as próximas matrículas de calouros sejam melhor planejadas. Tive uma má impressão do atendimento. Formaram uma fila do lado de fora do prédio e duas dentro para o mesmo fim. Ficamos horas esperando em pé, sendo que lá dentro do anfiteatro as cadeiras estavam vazias. Podiam, pelo menos, nos dar uma senha para esperarmos sentados…”

Ronildo Ferreira – Estudante de GPP

“Estou estudando perto de casa, até mais do que a EACH, mas como não sou de São Paulo, o dinheiro é escasso. Almoçar virou um desafio, pois fica pouco tempo para fazer comida, ou fica extremamente caro (entre 10 e 20 reais) para comer na rua. Além disso, para pegar os livros que procuro ou preciso, é necessário recorrer a outras alternativas.”

Juliana Streicher Fuzaro – Estudante de GPP

“Lendo os posts dos meus colegas, percebo que atacam diretamente a estrutura oferecida pela Unicid, mas não acho que isso seja o foco principal. Aliás, a forma com que se referem à instituição, a partir da infraestrutra que ela oferece, acaba sendo até mesmo desrespeitoso com aqueles que optaram por fazer sua trajetória acadêmica nesta universidade particular, e que pagam pelo referido espaço. Penso que o foco principal é o descaso da USP em relação a todos os Eachianos, seja qual for o campus que estejam alocados. Estou cursando as disciplinas do meu curso na Poli-USP, com o indicativo de que iremos, nas próximas semanas, para o Instituto de Relações Internacionais (IRI-USP). Agradeço a estrutura que as unidades se dispõem a nos emprestar, mas, somente pelo fato de não saber onde iremos, de fato, nos estabelecer, e que a USP simplesmente esqueceu que existem atividades de pesquisa, cultura e extensão que eram desenvolvidas na EACH, dos programas de permanência estudantil e sua necessidade de adaptação ao novo contexto, sem contar a falta de diálogo aqueles que realmente estão sendo afetados, já denota claramente a forma com que nos tratam, ou seja, como se a EACH, bem como os Eachianos, fosse a “filha pobre”, a “USP do B”, pois duvido muito que isso tudo pudesse acontecer com unidades renomadas, como a FEA, Faculdade de Direito ou a Poli, se estivessem na mesma situação.”

Renato Domingos Junior – Estudante de GPP