“Já percebemos que somos reféns ??? São 05h05 da manhã e estou tão preocupado com minha situação na USP que não consigo dormir, não estou em condições emocionais para frequentar o plano “b” oferecido as pressas pela reitoria. Estou no final de minha graduação e conheço de perto os problemas da EACH, que desde a greve no ano passado está sendo protelado pela burocracia da universidade . Sou alunos que necessito de todas as bolsas de permanência, justamente por não ter condições e possibilidades de fazer uma graduação paga ou desamparado de apoios acadêmicos , mas vejo que minha graduação está sendo afetada, serei um gestor de politicas publicas e percebo que minha carreira, meus planos de formação não foram respeitados assim como o do coletivo dos alunos,que nem si quer foi consultado pela direção e comissão de graduação, me sinto refém de um Plano “b” imposto pela nossa direção e CG que assumiram o seu funcionamento. Quero deixar bem claro que estou nesta universidade publica justamente por acreditar que minha formação atenderá a sociedade, mas me questiono se realmente da forma que estou sendo tratado serei um bom profissional ,sou refém por não poder trancar o semestre e garantir ainda que me penalizando desde então,eu possa ter um semestre de qualidade no próximo ano letivo,não tenho nenhuma segurança de que os auxílios continuariam a ser oferecidos quando decidir-me trancar o semestre, exigem-me 12 créditos mínimos mas como ? Como fazer sequer um credito? Não posso colocar a minha graduação nessa mar de lama que estou sendo jogado, Conseguirei ser um bom gestor, tendo meio conteúdo ? meio aprendizado ? Que parcimônia é essa na situação escabrosa, percebendo que universidade se contenta em oferecer um puxadinho ? Como? Estou sem condições emocionais de entrar em uma sala de aulas e receber uma esmagadora carga de conteúdo que não será aproveitado devidamente, como vou entrar em uma sala de aula com caideiras e uma lousa e esquecer do problema social que existe e que faço parte, como posso deixar de me preocupar comigo ? Luto por qualidade de vida e direitos para uma sociedade e nem direito a estudar eu estou tendo respeitado na maior universidade publica do país, como é que pode ser administrado a graduação de um aluno de gestão de politicas PUBLICAS nessas condições ? Apenas pensando em meus textos e datas de entrega de trabalhos sem nenhuma qualidade acadêmica estarei sendo um bom gestor ? lembro-me bem de uma disciplina que no primeiro ano temos no ciclo básico RP. [resolução de problemas ]- Aprendi tanto que agora fico “zonzo” atordoado com tal discrepância daquilo aprendemos com aquilo que se mostra na praticas. Como é possível admitir o plano “b” se esse plano não me respeita, para lembrar-nos sou filho de um pai e uma mãe, tenho Família e com algumas exceções, temos família e vida EXTRA USP . Sou refém duas vezes, pois precisarei abandonar meus projetos familiares que contemplam o recesso de meio de ano, para dar prosseguição a um plano que apenas beneficia a reitoria em não pagar multas ?Estarei eu abdicando da minha vida para sanar uma crise na universidade, estarei eu disposto ao longo de todo esse processo me desvincular de minha família para atender uma “dor\necessidade” minha mas que está sendo usada pra encobrir a falta de respeito com a comunidade acadêmica e com a sociedade como então somos. Eu DIGO NÃO, sou membro importante da minha família, fiz a escolha de cursar o semestre letivo e não a opção de uma politica ” de qualquer jeito”, não terei ferias é isso ? Semana Santa ? Copa ? Não recebo repeito a minha dignidade cidadã ??? É um absurdo que diante de tantos custos externalizados ainda possamos apoiar um plano “b”, se a direção colocar em numero para nós quantas pessoas estão trancando ou de alguma forma deixando de frequentar a EACH USP, evadindo e assim perdendo sua função social como universidade, talvez perceberíamos que o remédio para nossas dores não é mais um datashow ou mais uma sala com mais cadeiras…. E sim A paralisação das atividades como um todo, não podemos fechar os olhos para essas pessoas que como eu estão abrindo mão de projetos de vida porque a USP é negligente, não podemos aceitar essa evasão, quem de nós não pensou ou conhece quem está trancando o semestre ou parte de sua graduação por não ter possibilidades de cursar-las nas condições jogadas e não oferecidas. Quero muito terminar a minha graduação, mas na condição que a direção e CG querem que ela seja feita, de primeira forma é um desperdício de dinheiro e na segunda mais eclipsada nessa gama de problemas, é um desperdício de vida, pois não me proponho a fazer parte disso, minhas ideias, princípios, aspirações e desejos estão muito apagadas e quem sabe vetadas por essa politica que só atende a aspirações da Universidade elitista.”

narigudo_eu@hotmail.com – Estudante de GPP

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